Obrigado Senhor, Meu DEUS!
15 de maio de 2012 – 17:13 |

Cada dia, Senhor,
Surgem oportunidades para provar que Tu és
uma fonte inesgotável, de poder ilimitado,
eficaz e acionado pela minha fé …
Vejo que as minhas orações são sempre ouvidas.
Uma a uma, e ao Seu tempo são respondidas…
E …

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Crente ou Evangélico?

Escrito por em 11 de dezembro de 2009 – 8:3327 Comments

Crente ou Evangélico?

Não gostaria de criticar, nem mesmo julgar o povo evangélico. Na verdade, gostaria apenas de fazer um resgate das palavras que nós, crentes, usamos durante todos esses anos.

Hoje, dificilmente ouço alguém dizer que é crente. Por quê? Parece-me que a palavra “crente” soa como alguém que é muito “bitolado” nas suas relações com a igreja, com a Bíblia e com Deus. Crente é alguém ultrapassado, alguém que não tenha se contemporanizado, alguém que parou em relação ao mundo e não se atualizou. Crente é aquele que não tem muito diálogo, é uma pessoa muito radical. Crente é sinônimo de uma pessoa, como no jargão popular, quadrada.
Já observei alguns irmãos que trabalham comigo e muitos irmãos na igreja, ao serem questionados se são crentes, respondem que são evangélicos. Aliás, os meios de comunicação, ao editar matérias sobre igrejas, mencionam como evangélicas.
Qual a diferença entre ser crente e ser evangélico? Posso estar errado, mas me parece que ser evangélico é alguém mais agradável, não tão radical, não tão ” bitolado”, enfim, uma pessoa simpática. Mas simpática com o quê? Simpática com as coisas do mundo? Simpática com o pecado? Simpática com outras religiões? Simpática com uma maneira vã de viver?
Eu sou crente e tenho prazer em ser crente. Sou crente e tenho prazer em levar minha Bíblia debaixo do braço; eu sou crente e tenho o prazer de dizer que sou separado de muitas coisas do mundo e de chamar tais coisas de pecado; sou crente e tenho o prazer de dizer que amo a Deus e a Jesus; sou crente e tenho o prazer em ir à igreja nos sábados, domingos e durante a semana. Sou crente e tenho o prazer de ver que as pessoas me olham, tanto as não crentes como as evangélicas, de uma forma diferente, ou seja, de alguém que é quadrado, bitolado, desinformado e ultrapassado.
Sou crente como meu Senhor Jesus era.
Gutemberg Maciel
São Bernardo do Campo, Região Metropolitana de São Paulo ABC Paulista, Brazil
Ministro do Evangelho, serve ao Senhor na Igreja Assembleia de Deus, Bacharel em Teologia, formado em Clínica Pastoral pelo Open University Professor Teológico, Escritor, membro da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB, Membro da Convenção dos Ministros das Assembléias de Deus no Estado e São Paulo e Outros (COMADESPE), Membro da Ordem dos Ministros Evangélicos do Brasil e Exterior (OMEBE).

Fonte:http://gutembergmaciel.blogspot.com

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  • JOELINE disse:

    É , realmente devido a expansão do evangelho, a conversão de pessoas da mídia, empresários, houve a necessidade de enquadrar o vocabulário a uma palavra mais eufêmica.Infelizmente, observamos que juntamente com os novos termos nascidos para dar um novo ar de evoluçaõ de mentalidade dos crentes, surgiu, também, o evangelho fácil e barato, sem muito compromisso.

  • Amada irmã Joeline, e irmão Gutemberg Maciel

    Vocês estão certos!

    “Crente, evangélico, discípulo , servo” só se é verdadeiramente quando existe fidelidade a Deus e Sua Palavra!!!

    Os termos, pra quem é fiel, não tem muita importância, sabemos que o que importa é o bom testemunho de “filho de Deus” e o “não se deixar contaminar com as coisas e o curso desse mundo”.

    Somos crentes em Jesus e praticantes do Seu Evangelho!!!!

    A PAZ DO SENHOR JESUS !!!!

    http://libertadordeisrael.blogspot.com

  • Natanael Alves Dias disse:

    Como sempre o Pr. Gutemberg Maciel escrevendo bons textos. Que Deus continue abençoando este homem de Deus

  • Margarete disse:

    Graça e Paz!

    Faço das palavras do irmão Natanael Alves Dias as minhas palvras. O Pr. Gutemberg é uns dos melhores professor de Teológia que eu conheço. Tomara que coloquem mais textos dele

  • Pastora Adriana disse:

    A Paz do Senhor!

    Fiquei muito feliz, em ver um texto do Pastor e Professor Gutemberg Maciel um grande conhecedor da Palavra de Deus. Parabéns a este site por publicar este texto, espero poder ver mais textos deste homem de Deus.

  • Pr. Dario Cassiano disse:

    Saudações Cristãs

    Concordo em genero, numero e grau, com o texto do mestre em teológia Pr. Gutemberg Maciel. Como sempre ele continua escrevento textos edificantes.

  • admin disse:

    Prezados Irmãos amados em Cristo,

    Natanael,Margarete e Pra.Adriana estaremos
    postando sempre os textos do amado Pr.Gutenberg,
    para que o nome do Senhor Jesus Cristo seja sempre
    glorificado.

    Fiquem na Paz

    José Ailton

  • Adriano Silva disse:

    graça e paz , eu continuo crendo no Jesus que tem poder para, perdoar pecados , curar , libertar e o principal creio que ele tem a vida eterna para os que nele crer , ( sou crente em Cristo Jesus) Ao comtrario deste evangelho baratiado que estao pregando hoje contamina nossos pulpitos com essas teorias de prosperidade e um evangelho facil do vem como esta e permaneça asim porque Deus so quer o coraçao , um evangelho fraldulento e mentiroso, Asim fica muito facil ser um evangelico, e por isso que esta crescendo de uma forma abisurda muitas igrejas e grandes templos estao se enchendo , o povo nao quer ter mas o compromisso de levar a cruz ,Isso porque eles NAO OUVEM MAS A MENSAGEM DA CRUZ , nao ouvimos mas que Jesus esta voltando Caro pastor eu estou com tigo , enquanto ouver crentes o mundo vai ter que ouvir falar que Jesus e o salvador do mundo , e que o o homem nao presisa de prosperidade nem evangelho facil (precisa de SALVASAO ) ( Adriano Silva )

  • Saudações Cristãs

    O Corpo de professor e colaboradores, da Escola Teológica Beth Shalom ETEBS, vem parabénizar seu diretor executivo, Pr. Gutemberg Maciel por este rico texto como também parabenizar, este site pelo exelênte conteúdo contido neste meio de comunicação.

    Deus seja Louvado

    Professores e Colaboradores da ETEBS

  • Saudações Cristãs

    O Corpo de professor e colaboradores, da Escola Teológica Beth Shalom ETEBS, vem parabénizar seu diretor executivo, Pr. Gutemberg Maciel por este rico texto como também parabenizar, este site pelo exelênte conteúdo contido neste meio de comunicação Cristão.

    Deus seja Louvado

    Professores e Colaboradores da ETEBS

  • Caro Amigos,
    Graça e Paz!

    Por meio deste, venho agradecer a totos os amigos e irmãos, que deixaram seus comentários, neste texto como também ao grande amigo e irmão, José Ailton pela honra que o mesmo tem me dado por ter postado este texto no site que esta sob sua administração. Deus continue abençoando a todos.

    Nos Laços do Calvário

    Pr. Gutemberg Maciel
    seu conservo

  • admin disse:

    Aos Irmãos da Escola Beth Shalon,

    Graça e Paz!

    Agradecemos pelas palavras dos irmãos, que a honra deste trabalho
    evangelistico seja dada somente ao Nosso Senhor Jesus Cristo, autor e consumador da nossa FÉ.

    José Ailton

  • admin disse:

    Ao Pastor Gutenberg,

    Graça e Paz!

    Nós estamos felizes com as palavras do Pastor,estamos no caminho para alcançarmos a graça de Deus, e precisamos de homens consagrados para este ministério que é pregar a palavra de Deus.

    JOsé Ailton

  • admin disse:

    Ao Irmão Adriano,

    Graça e Paz!

    Irmão, belas palavras foram escritas por você, precisamos de CRENTES que tenham o compromisso com a palavra de Deus, que não sejam enganados com tantas heresias pregadas nos púlpidos de algumas igrejas.

    José Ailton

  • Pastor Raimundo De Oliveira disse:

    Gostei muito da sua visâo,quem dera que todos os cristâos tivesse essa mesma visâo, pois estamos vivendo em um mundo conturbado de tantas aparência de cristâo e evangelicos Deus continui te abencoando.

  • A Paz do Senhor!

    Compartilho e declaro qui para todos que eu sou crente em Jesus Cristo!
    Sou servo e Ele é o meu Senhor!

    Muito bom o texto vou publicar também no PC@maral tipo …. agora mesmo! rsrsrs

    Deus abençeoe a todos!

  • Qualquer um que tem um crença, é considerado crente!

    O Evangelho também existe na Igreja Católica!

    Só que a banalização da Fé já ultrapassou os limites da criminalidade e algumas igrejas deveriam ser fechadas e seus responsáveis processados criminalmente.

    Onde mais se ouve falar do Diabo é em igrejas evangélicas, programas de rádio sem clareza de áudio, programas de TV com curas que nem a ciência, nem a medicina conseguiram até hoje e templos que superam o luxo de lojas de bairros de classe alta.

    Existem muitos ateus no mundo que fazem muito mais pelo seu semelhante, do que muitos que pregam em nome das suas próprias contas bancárias.

    O que temos visto na política brasileira, depois que alguns “religiosos” se infiltram nos poderes públicos, através da ignorância popular, é um castigo que será superado com muita Fé, trabalho, educação e oração!

  • admin disse:

    Meu amigo Almanakut,

    Não concordo em tudo que você escreveu, mais respeito as tuas colocações, saiba apenas que nem todos que dizem:senhor senhor é um verdadeiro adorador, concordo quando diz que alguns responsavéis por igrejas deveriam ser presos,porém, será que são igrejas ou empresas?Quando o amigo que é inteligente aprender a discernir o que é IGREJA e o que é EMPRESA, certamente não pensará desta forma.
    Quanto aos politicos,FELIZ É A NAÇÃO CUJO DEUS É O SENHOR!Enquanto não for assim, lamentavelmente o povo vai perecer.

    Fique com Deus

    José Ailton

  • admin disse:

    Graça e Paz Irmão PC

    Fique a vontade, estamos aqui para a divulgação do EVANGELHO em sua plenitude.

    Fique na Paz

    José Ailton

  • Bem,
    Mesmo não sendo evangélico (ou crente), me atrevo a fazer algumas considerações, sem entrar no mérito interno das crenças partuclares de vcs.
    Eu sei o quao significativa é o vocábulo “crente” para vcs. de qqer maneira, apesar de concordar que, aparentemente, evangélico parece algo menos “escandaloso”, a própria palavra em si remete aos Evangelhos, que creio ser a BASE da religião cristã.
    Sinto a palavra “crente” como sendo um religioso que leva muito mais em consideração tbm a Antiga Aliança.
    Segundo o que eu vejo os pastores na TV falarem (e às vzs se desmentem um dia depois), a Antiga Aliança deixou de ser necessária com a Nova Aliança.
    Acho que os evangélicos, mais do que os crentes, são dúbios em se posicionarem em relação ao AT, pois ora o tomam como base de fé, ora o deixam de lado para se afastarem de dogmas um pouco “radicais”.

    Abçs!!

  • Lilian Candello Salvadori disse:

    Olá querido irmão em Cristo,

    Gostei muito do seu texto. Parabéns pela postagem.

    Crente é todo aquele que crê.

    Quem crê em Deus é crente.

    Eu sou crente e não me envergonho de dizer.

    Carinhoso e fraterno abraço.
    Lilian

  • admin disse:

    Graça e Paz Irmã Lilian,

    Nós os CRENTES , temos que ter convicção de proclamar este nome:JESUS CRISTO.

    Fique na Paz

    José Ailton

  • Wesley disse:

    Prezados irmãos em Cristo,

    Graça e Paz!

    A excelente postagem do Pr. Gutemberg nos remete a uma reflexão sobre os significados que as duas expressões “crente” e “evangélico” assumem na dinâmica sócio-cultural de nossa sociedade. É um problema terminológico e que se relaciona à cosmovisão popular do universo religioso brasileiro, marcado, sobretudo, pelo sincretismo e pelas práticas não oficiais de religiosidade. Outrora, o termo “crente” referia-se, sobretudo, ao adepto das denominações protestantes históricas advindas da tradição européia (Grã-Bretanha, Suécia, Suíça, Holanda) e do sul dos EUA. Esse novo modelo de religioso recém-surgido na sociedade brasileira, profundamente católica em sua forma de pensar religião, mas também marcada pelo ecletismo dos ritos aborígenes e africanos, desenvolveu uma concepção de “homem sagrado”, intocável, separado das expressões mundanas de ser e se comportar. Com as duas guerras mundiais e as revoluções que mudaram a configuração política, social e econômica do mundo a partir da década de 50, a expressão “crente” passou a referir-se ao indivíduo desatualizado, radical e fundamentalista, tornando-se sinônimo, muitas vezes, de antisocial. O termo “evangélico”, por sua vez, resgata o espírito da Reforma que levou novos grupos, surgidos dentro do próprio clero católico (Lutero, Filipe Melanchton, Savonarola etc.)a questionar e a revaliar a própria fé cristã, surgindo, assim, as denominações reformadas. Com o tempo, ambos os termos ganharam sentidos estereotipados e até mesmo pejorativos de pessoas alienadas, de baixíssima escolaridade, manipuladas por um líder carismático e espoliadas financeiramente e psicologicamente por uma práxis religiosa extremamente radical, desumana e agressiva. Diante de tais considerações, ser crente ou evangélico, em minha opinião, adquire quase o mesmo significado, embora o primeiro termo se identifique mais aos adeptos de denominações mais tradicionalistas, especialmente as pentecostais da primeira onda (Assembléia de Deus, Congregação Cristã, etc), enquanto a expressão “evangélico” identifique-se mais às vertentes neopentecostais, tidas como mais “liberais” em sua práxis religiosa. Em algumas situações ou meios, os dois termos são vistos como sinônimos no imaginário popular, interpretação esta apoiada pela mídia, que normalmente apresenta o evangélico como um modelo estereotipado de “crente”, ou seja, uma pessoa acrítica, com baixa escolaridade, afastada das manifestações culturais pelo discurso religioso (teatro, cinema, literatura), avessa à Ciência e à Filosofia, e manipulada psicologicamente pelos líderes (pastores, bispos, apóstolos, obreiros). Além disso, a contracultura evangélica se estenderia a um modus vivendis asceta (a expressão da sexualidade fica restrita ao matrimônio; existe uma infinidade de regras de “pode” e “não pode”; os fiéis são orientados a votar no candidato do pastor ou do líder carismático etc.). Daí temos a moral do “rebanho” tão propalada por Nieztsche, que enxergava o cristianismo como uma religião dos fracos, da docilidade feminina, dos submissos, enquanto seu super-homem deveria ser aquele que se erguesse sobre o bem e o mal (anomia) para cumprir seu destino, sua “virtus”, no dizer de Maquiavel. Tal interpretação sociológica, todavia, não resolve a questão, pois quem é evangélico ou “crente” continuará defendendo seu ponto de vista seja adotando um discurso místico, afirmando que o que está encoberto ao homem é um mistério de Deus, e que as coisas espirituais não podem ser perscrustadas pelo homem natural, uma vez que elas se discernem, seja assumindo uma apologia mais racional, baseada num sofisticado sistema filosófico de tradições antigas, passando pelos argumentos favoráveis à existência de Deus (as cinco vias de São Tomás de Aquino, o Proslógio e Monológio de Anselmo de Cantuária), História da Igreja (as evidências da existência de Cristo e formação da Igreja presentes nas obras de Josefo e Eusébio de Cesaréia), a superioridade da fé cristã (a partir de uma interpretação da Ciência da Religião, dos argumentos filosóficos), apologética (exegese, hermenêutica sagrada, filosofia, a formação do Cânon) etc. No que tange ao aspecto ético, que é o foco principal dos argumentos apresentados pelo Pr. Gubemberg Maciel ao analisar a relação entre os termos “crente” e “evangélico” no imaginário religioso brasileiro, a postura “sacerdotal” adotada pelo religioso protestante parece resgatar um pensamento há muito tempo presente no pensamento reformado, que remonta aos próprios reformadores como Calvino, por exemplo. (continua no próximo post)

  • Wesley disse:

    Continuando as considerações do último post, a diferença terminológica entre “crente” e “evangélico”, às vezes, é sutil. Novamente, é importante lembrar que o aquele termo relaciona-se mais ao adepto das denominações de vertente mais fundamentalista, as pentecostais da primeira onda e as puritanas oriundas do sul dos EUA, enquanto “evangélico” refere-se, primeiramente, aos protestantes que procuram resgatar a simplicidade dos Evangelhos e da Igreja do primeiro século tendo-se por modelo as Igrejas do livro de Atos e os ensinos dos Evangelhos. Com o tempo, “evangélico” passou a ser um termo referente ao adepto de todas as denominações surgidas com a Reforma, indistintamente, apesar de existirem diferenças viscerais entre elas, em alguns casos, insuperáveis. Ainda durante a Reforma, o comportamento asceta do “crente” foi desenvolvido por Calvino, que dizia que o cristão já não precisava isolar-se num mosteiro para gozar a vida cristã plena. A própria sociedade seria o seu mosteiro, estendendo-se ao mundo e a todos os atos do cristão. Assim, pela primeira vez, os atos do cristão, mesmo os considerados “mundanos” (como trabalhar, divertir-se, casar, vida familiar e social, acadêmica etc) ganhariam uma dimensão sagrada, deixando de existir a dicotomia “sacro” e “profano”. Para Calvino, todas as atividades do cristão deveriam ser voltadas para glorificar a Deus, seja no trabalho, na escola ou em uma festa. É verdade que Calvino adotou uma postura bastante radical quanto ao teatro, às festas e jogos, transformando a própria cidade de Genebra numa fortaleza protestante. Mas essa concepção calvinista do “Olhar de Deus” desenvolveu-se no pensamento reformado. Com a imigração em massa de protestantes foragidos das guerras religiosas travadas na Europa entre católicos e reformados, os EUA transformaram-se no berço natural da sociedade puritana, que deu ao mundo grandes homens como Jonathan Edwards e Owen e ergueu as maiores universidades do mundo (Harvard, Princeton). Houve muitos movimentos durante a história que procuraram aproximar a Igreja da piedade simples dos tempos apostólicos. O movimento pietista, surgido na Suíça e Alemanha e iniciado com o pastor Spenner é um exemplo desse espírito por uma mudança, uma vez que a crítica residia no enrijecimento doutrinal das igrejas reformadas, que escreveram suas confissões de fé, tidas em muitos casos como prática de regra e fé à altura das próprias Escrituras. Já no século XIX, Soren Kierkegaard desenvolverá uma profunda reflexão sobre a essência da fé cristã, presente em especial na sua obra “Temor e Tremor”, cuja filosofia existencialista, apesar de todas as críticas a que está suscetível, abalou a mornidão da igreja cristã no século em que a Ciência e a Filosofia ganharam força e autoridade e começaram a se separar definitivamente da Teologia (foi o século do Darwinismo, das grandes invenções, da indústria e das ciências). Voltando à nossa reflexão sobre os termos “crente” e “evangélico”, percebemos que a igreja oscilou entre dois pólos, fé X razão, Crer e pensar, em alguns casos tentando conciliar esses extremos. Mas foi com o advento do Pentecostalismo, no início do século XX, em Los Angeles, que a Igreja inicia uma nova fase de “separação” do mundo, surgindo “crentes” que afirmavam ter recebido a “segunda bênção”, o batismo com o Espírito Santo. Foi um movimento marcado, sobretudo, pelo falar em línguas, pelos dons carismáticos que estariam sendo reavivados na igreja, e que implicavam num distanciamento da sociedade para que pudessem proliferar com maior vigor e ímpeto. Ou seja, era uma mensagem de desapego ao mundo, de hostilidade à sociedade e seus valores, um chamado a um olhar introspectivo da própria comunidade, que passou a ser um fim em si mesma. Ser crente, assim, tornou-se sinônimo de ser separado do mundo, da cultura, de suas práticas e valores. Em alguns casos, manifesta-se como um retorno anacrônico a um viver cristão segundo o espírito de pureza e simplicidade dos próprios Evangelhos, e que se reflete na maneira do crente se vestir e se comportar perante o mundo (as mulheres não devem usar calças, adornos, brincos, pulseiras; os homens devem vestir ternos, gravatas, serem sisudos e exemplares no seu modo de viver; os jovens devem se afastar do mundo de forma radical, evitando bebidas alcóolicas, amizades e namoros com infiéis, não devem ter uma vida sexual até o casamento, etc.). Em suma, todos esses requisitos, de forma geral, estão presentes nos diferentes segmentos da fé cristã, estão na igreja católica, ortodoxa, e nas denominações protestantes históricas, pentecostais e neopentecostais. O que as diferenciam, contudo, é a intensidade com que tais recomendações são enfatizadas e atendidas. Sabe-se, por exemplo, que as igrejas neopentecostais são conhecidas pelo relaxamento de seus costumes, o que atrai com mais facilidade artistas e pessoas em evidência na mídia e na vida cultural da sociedade. Por outro lado, igrejas pentecostalistas da primeira onda são vistas como fundamentalistas pelo rigor de seus costumes. Até hoje, a Congregação Cristã do Brasil adota o costume do véu entre as mulheres, o casamento endógeno entre seus membros, o uso restrito da música e a separação total do mundo. Outras igrejas, estas da segunda onda, como a Deus É Amor, de Davi Miranda, sobressaem-se pelas proibições imputadas aos seus membros quanto ao uso dos meios de comunicação (são vetados de assistir televisão, ouvir rádio, etc), o que, para um olhar crítico mais atento, pode facilitar a manipulação destes grupos por líderes carismáticos que fazem largo uso do discurso religioso.

  • Wesley disse:

    Finalizando essas considerações, após uma reflexão sobre as origens desses dois termos e seu entendimento no imaginário religioso e social brasileiro, entendo que o ser “crente” ou “evangélico” é sinônimo em alguns círculos, mas termos completamente distintos em outros círculos pelos motivos e diferenças denominações acima apontados. Todavia, antes de nos referirmos ao que é melhor para nós mesmos em termos de identificação, é preciso compreendermos o que é o mundo. Quando o cristão fala que é separado do mundo, “santo”, o que ele, de fato, compreende como mundo? Vivemos numa sociedade e, queiramos ou não, essa não é uma sociedade teocrática, sagrada, em que todos se comportam ou pensam da mesma maneira. Há diversidade e variações nas práticas de pensamento e conduta, algumas das quais concordamos e outras discordamos. Quando nos enclausuramos em nosso próprio universo, em nossa própria verdade, que influência estamos exercendo nesse mundo? Isso levanta outras questões, que dariam ensejo a um outro debate: quais os limites entre o sagrada e profano? Parcipar de jogos de futebol é pecado? Ler um livro de literatura, aprender filosofia, estudar ciências, ouvir uma música…todas essas coisas podem não tem sido feitas por um cristão e nem voltados para o universo cristão. Qual deve ser a postura do “crente” diante dos elementos culturais em que ele está imerso? Deve o cristão pregar sempre a contracultura? Quais as bases para essa dicotomia? Não seriam arbitrárias, mais ditadas pelo líder carismático, que convence e seduz com seu discurso impregnado de bênçãos para os que cumprem suas ordens e maldições e ameaças do fogo eterno para quem não cumpre? Não seria neste aspecto que a religião se transforma em “ópio do povo”, no dizer de Marx, à medida em que retira o pensamento crítico do povo através do discurso religioso? Confesso que tenho dificuldades de imaginar um Jesus com uma mentalidade tão fechada à própria dinâmica da vida. Ao contrário, os Evangelhos nos mostram que o Senhor, em muitas situações, agiu como que “subversivamente” aos valores religiosos de sua época. Isso ele fez quando se assentou entre pecadores, prostitutas, conversou com uma samaritana, curou o criado de um centurião, esteve entre leprosos, cegos, coxos e surdos, perdoou uma adúltera (enquanto a Lei judaica ordenava matá-la por apedrejamento), escolheu um publicano para ser um dos seus discípulos etc e etc. São muitos os exemplos do Mestre de humildade, benignidade e amor À humanidade carente e pecadora. Quando Ele lava os pés dos discípulos, demonstra um exemplo sublime de generosidade e esvaziamento de si e serviço ao próximo, constrangendo os discípulos. Todo esse cenário parece distante da práxis da igreja hodierna, das pregações triunfalistas, da “santidade” orgulhosa dos evangélicos diante da sociedade, que espera uma resposta, e que só ouve brados de condenação hipócrita. Por todas essas razões, prefiro não ser mais chamado de “crente” ou “evangélico”, mas tão somente “cristão”. Fiquem na paz, irmãos. Aguardo comentários.

    OBS: sou cristão evangélico há 13 anos, e profundamente decepcionado com os rumos da igreja protestante nos últimos tempos.

  • admin disse:

    Graça e Paz Irmão Wesley!

    Obrigado por comentar, precisamos de homens compromissados com o verdadeiro evangelho,quanto a maneira de ser chamado,acredito agora que é que menos importa, devemos sim, ser verdadeiros adoradores e servos do Senhor Jesus.

    Que Deus continue ti abençoando.

    José Ailton

  • Caros amigos e irmão,
    Graça e Paz!

    Quero agradecer a todos, por seus comentarios. Como respeito a opinião de todas, não vou comentar nenhuma postagens em particular só quero ser grato ha atos que esporam suas sabias opiniões.

    Nos Laços do Calvário

    Pr. Gutemberg Maciel

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